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Viajando com crianças (❤trigêmeas ❤) por Adriano Bisker

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Ola desbravadores!

Há exato um ano decidi com minha esposa que era a hora de viajar com nossas trigêmeas. Elas, com seus recém-completados dois anos, já sabendo andar e de certa forma, se virar, estavam prontas para a primeira viagem considerada mais longa.

Como assim?! Foi viajar com os filhos só dois anos depois do nascimento?!

Gente, vocês fazem ideia do que é viajar com trigêmeas? Não? Então senta que vou contar!

E olha, nem foi viagem de avião (esta ainda não tomamos coragem… mas calma que um dia a gente chega lá!)

Como os meninos estavam de férias da escola e viajando com a mãe (tenho cinco filhos, dois do primeiro casamento), decidimos lá em casa passar com as tri um feriado longo em um hotel. Fizemos diversas pesquisas para descobrir o local ideal, o que deveríamos esperar e o que poderíamos fazer antecipadamente para ajudar as coisas a transcorrerem melhor.

Destino escolhido: um hotel que atendia nossas necessidades básicas, como sistema de comidas e bebidas incluso (mão na roda!), lazer com bichos (que criança não os ama?), piscina (que pais não amam?!) e perto o suficiente para que não fosse daquelas viagens longas demais também, para não ficarmos exaustos…

Se os obstáculos já são abundantes quando você tem um filho pequeno, imagina com trigêmeas! Viajar não é uma exceção, e não importa se você está indo à mercearia ou para outro estado. Sim: certamente haverá obstáculos ao longo do caminho. No entanto, isso não deve impedir você de viajar, certo?

Bora!

Mas, calma! Como é sabido, para toda viagem a gente necessita de uma pré-viagem, certo?

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Foto: Pai de cinco

Certo. E aí começa a arrumação:

Como será que vai estar o tempo lá? Corre para consultar dias antes nos sites climáticos. Bem, teremos calor, com previsão de esfriar ao longo do dia e com pancadas de chuvas… Hein?!

Só faltou cair neve, né? Algo impossível de acontecer no destino que escolhemos… ufa!

Enfim, beleza. Vamos à montagem das malas:

Primeiro, embalar uma “mochila de viagem” especial para o carro. Fraldas, chupetas, fraldinhas, mamadeiras, lanches extras, os brinquedinhos, livros de adesivos, livrinhos para colorir… Tudo isso com um grande segredo: elas não poderiam abrir a mochila até que estivéssemos no carro! Assim, poderíamos manter elas felizes e ocupadas por horas! (será???)

Bem, agora as malas em si:

Você faz ideia de quanta roupa se troca em uma criança pequena em fase de desfralde? Isso! Agora multiplica por três!!! E começa a montar a mala…

Nem vou descrever, mas imagina uma mala daquelas bem grandes, sabe? Imaginou? Pois ela já estava abarrotada! Ou seja, ainda tivemos que levar sacolas extras, para caber tudo!

Traduzindo: antes de sairmos de casa já estávamos precisando de férias! Pode acreditar, o planejamento e a energia gastos para tirar férias, por si só, já são monumentais!

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Foto: Pai de cinco

E, claaaro, dois dias antes da data marcada, surpresa! Todas as três estão com febre, gripadas…

AHHHHH…! Cancela? Não! Vamos que vamos!

Faz mais uma malinha de remédios e pronto!

O Grande dia!

Calibra os pneus, enche o tanque, arruma e prende as cadeirinhas, começa o jogo de Tetris para montar o porta-malas. Você planeja sair num horário em que elas (provavelmente) irão dormir.

 

Ahan! Esse horário em que elas deveriam dar a cochilada aconteceu em casa, tamanha a demora para ajeitar tudo!

No carro, fiquei mentalmente agradecendo, porque era eu quem dirigia… A esposa, ela tinha de virar a cada minuto… Era um tal de “quero bolacha”, “quero água”, “ela me bateu”, “caiu no chão, pega”. Isso durante as três horas de viagem!!!

No local

Algumas coisas que temos de aceitar – confira!

No local, sentando à mesa:

Esperar que elas vão se comportar… Olha, somos rígidos na disciplina. Todos sentam juntos à mesa. Comemos com talheres.

 

Mas, e num local onde a variedade de comida é gigante? Com muita gente e muitas crianças circulando? Com diversas opções de objetos à vista?

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Foto: Pai de cinco

Você acha que por acaso adiantava falar que elas precisavam se comportar? Em todas as refeições eu saía pedindo desculpas para os garçons, envergonhado, tamanha a sujeira que fica na mesa, no chão, na parede, sei lá mais onde…

Mas tem mais: elas vão querer desbravar o mundo sozinhas!

Fique de olho: é tanta coisa que é fácil se perder dessa gente miúda. Mesmo em um local fechado, porque é uma correndo pro balanço, outra atrás da bola, outra querendo ir pra piscina…

“Ué, a terceira filha não tava com você???” Essa era uma pergunta frequente!

Ah! As piscinas…

Juro que nunca ouvi tanto na vida a frase “quero ir na piscina”… Só que em nenhuma vez pudemos falar SIM…

Com a febre rondando e ordens médicas expressas de evitá-las, passamos por todas as piscinas prometendo alguma coisa, como: “se melhorar até amanha a gente entra”, “agora não dá, acabamos de comer, vamos depois”, “agora vamos no parque, amanhã entramos na piscina”…

 

Admito: até eu fiquei com vontade de entrar, mas fiquei bem quieto. Não tinha coragem de deixar a mulher mais estressada ainda!

E o desfralde?!

Lembra que mencionei que as trigêmeas estavam em desfralde? Também comentei que nosso quarto era um pouco longe de tudo? Não? Então você consegue ter uma visão da quantidade de vezes que eu tinha de ir no banheiro (nunca próximo de onde estávamos, claro), a cada 15 minutos? E que sempre, mas SEMPRE escapava xixi?

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Foto: Pai de cinco

Ou seja, haja calcinhas, calças e meias… Haja costas para ficar abaixando e levantando – sim, uma ginástica!

As crianças têm bexigas pequenas. Se você puder lembrar, mande todas as crianças irem ao banheiro antes de sair – de qualquer lugar. Porque se você é como eu e esquece deste passo das instruções, então é uma boa ideia você descobrir logo onde estão todos os banheiros! Sim, porque quando seus filhos dizem que eles têm que fazer xixi, você precisa correr para o banheiro mais próximo, sem desperdiçar um segundo sequer…

E quando estiver no banheiro, faça todas as crianças irem. Caso contrário, você vai fazer muitas viagens de volta ao banheiro… Ou, pior ainda, limpando poças no chão.

E durante a estadia?

O caminho mais seguro para que seus filhos rasguem um pacote de farinha ou joguem um vaso de vidro na prateleira é ter pressa. Quando você tenta se apressar em uma loja com crianças pequenas, é quase uma garantia de que algo desastroso vai acontecer.

Dê a si mesmo tempo suficiente para que esses pequenos incidentes não sejam tão devastadores e você será capaz de lidar com eles com um sorriso, em vez de rastejar até o quarto para entrar em uma posição fetal.

Sim, sim. Tudo é alvo para ser tocado. Qualquer escada se torna um desafio a ser superado por pequenos seres que nunca se cansam…

No quarto, esconda os chocolates e castanhas que valem ouro ou, já sabe… Esconda o telefone ou é capaz de aparecer alguém no seu quarto reclamando que não para de receber chamadas…

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Foto: Pai de cinco

Cama? Ou seria pula-pula? Tudo é novidade! Tudo é legal!

Assim, desfrute e se torne uma criança ao ver a sua cama. Faça dela o melhor pula-pula do mundo, sempre de olho para que não seja igual àquela música “five litlle monkeys” e ter que sair atrás do doutor!

Banho, trocas de roupas, como fazer?

Esta é fácil! Todo mundo junto na banheira! Todo mundo troca as roupas de uma vez! Ficaram grudadas na barriga da mãe por tanto tempo, podem ficar mais um pouco sendo obrigadas a fazer tudo juntas, certo?!

Tirar fotos

Esta dica precisa ser dada? Sim! Tire fotos, guarde e eternize estes momentos (nem que você prometa que será a última viagem da sua vida com crianças pequenas). E, claro, revele depois, não deixe na memória do computador com outras trocentas fotos!

Aproveite tudo!

Você está em um local diferente do seu dia a dia. Deixe a rotina pesada de lado. Respire fundo e aproveite!

Leve um livro (nem que consiga ler uma página antes de pregar os olhos de tão cansada), se arrume para ir ao restaurante local, aprecie as músicas, brinque junto com seus pequenos, afinal, eles vão crescer e não irão querer mais essas brincadeiras… e você sentirá saudades!

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Foto: Pai de cinco

No destino escolhido, crie brincadeiras, ouça os gritinhos de alegria, isso encherá seu coração – além do quê: isso supera muitas horas de terapia!!!

Ou seja, viajar é uma das melhores experiências que podemos ter. E transmitir essa sensação boa para os filhos é inestimável!

Reconheço que não foi algo fácil. Que durante a estadia eu e minha esposa olhávamos com cara de desespero para o outro mentalmente, comunicando: “Que loucura nós fizemos?!”

Mas – adivinha?! – a primeira coisa que falamos ao chegar em casa foi:

Vamos planejar a próxima?!

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Au Revoir, Ci vediamo, Hasta Luego, See you later, Até logo!

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