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Sobre medos, superação e viagens ★

aviao no ceu

Olá Desbravadores!

Um dos textos mais lidos desse mês foi o da minha querida amiga Tati Santana, onde ela abriu seu coração com a pergunta: Você tem medo de viajar?

O brilhantismo e a sinceridade do texto me fizeram refletir sobre os medos que eu tinha, e sobre todo o meu processo de superação.

Eu nasci viajando! Com poucos meses de vida eu já estava na estrada, acompanhando meus pais rumo ao meu lar.

As viagens sozinha começaram aos 15 anos, em grande estilo: meu primo ao comprar nossas passagens de férias rumo a casa da vovó, ao invés de comprar duas passagens de ida com datas diferentes, comprou uma ida e a outra volta (que ficaria comigo). Foi nesse dia que começou minha libertação de alguns medos: tive que me virar sozinha na rodoviária, numa época em que não existia Google nem adolescente com celular.

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Foto: Deserto do Atacama, minha primeira viagem internacional

Embarquei para uma cidade próxima ao meu destino, fazendo uma atípica troca de ônibus na garagem da empresa. O ônibus não parava na rodoviária do meu destino, pois seguia para um outro estado, tendo eu que descer na estrada, perto do trevo da cidade. A solução para que minha tia me enxergasse, ao me buscar, foi sentar nas letras do nome da cidade, no trevo da entrada que finalmente me conduziu ao destino tão aguardado!

Um dia para que eu sempre me lembre do quanto sou destemida e capaz.

Mas, porém, contudo…

Admito! Até hoje, nas minhas viagens, sempre me bate os medos mais loucos da vida:

E se eu for assaltada?

E se eu perder meu passaporte e nunca mais sair daqui?

E aquele cara ali, hein? Tá me olhando tão estranho… Meu Deus, será que eu vou ser atacada?

E agora esse hotel aí, que atmosfera mais sombria, será que ele é mal-assombrado?

Sim, pode ser, porque eu já deixei de me hospedar em mais de um hotel por achar que tinha ido parar num lugar meio sinistro, que me deixou desconfortável, incomodada, insegura.

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Foto: NYC – Um sonho a ser vivido novamente

Mas com o tempo você vai aprendendo a “se blindar” (o suficiente) dessas coisas. Vai entendendo que nossa mente, na grande maioria das vezes, pode sabotar nossas aventuras e descobertas, devido a uma série de fatores. Entre eles, tudo que já lemos ou vimos – no cinema, no noticiário e nas nossas andanças pelo mundo.

A zona de conforto pode ser muito gostosa e sedutora, mas cuidado: ela pode ser também uma baita cilada!

De uma forma ou de outra, as pessoas muitas vezes me olham como se eu fosse uma desbravadora destemida (dia de usar essa palavra… rss), a Indiana Jones, e confesso: eu sou! Mas isso não significa que eu não tenho medos, inclusive medos relacionados ao que mais amo: viajar.

Encarar de frente e seguir

Depois da Tati e sua coragem, é minha vez de abrir o coração: eu morro de medo de voar!

Sim, isso mesmo que você leu, eu morro de medo de voar. Decolar e aterrissar, para mim, são dois tormentos de viagem. Eu já vomitei litros no voo do Chile por puro nervoso, e tive uma crise de ansiedade homérica na Colômbia, com direito a dor de barriga, suadouro, insônia e todos os sintomas que você possa imaginar, típicos de uma pessoa com medo.

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Foto: Os Andes e a beleza que supera o medo

 

Mas, esse medo nunca vai vencer aquela menina que aos 15 anos negociou toda uma logística para passar as férias na casa da avó.

Neste feriado, eu voarei pela segunda vez sozinha, sem nenhuma companhia conhecida na poltrona ao lado! E isso inclui toda uma preparação psicológica, ao mesmo tempo que me vem uma euforia de quem adora andar na montanha-russa…

É um pouco surreal, mas essa contradição, esse desafio, me move a ser destemida (olha ela novamente) e desbravadora.

Resumo da ópera

A grande sacada da minha vida é que eu sempre foco em todas as coisas boas que viajar me traz, e nunca nas coisas ruins.

Mas é preciso deixar bem claro: eu estou no Planeta Terra, então a preocupação (ou a atenção, a cautela) me acompanha onde quer que eu vá, a noção dos problemas e ameaças existe, é real, eu apenas não foco minhas energias neles – o que é uma grande diferença.

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Foto: Porto na melhor companhia

Eu já fiz um texto sobre o quanto viajar transforma e publiquei um outro sobre namorar uma mulher que viaja sozinha, mas acredito que a maior transformação é superar seus medos.

É saber que você é a grande escritora de suas aventuras e superações, cabendo a você e somente você descobrir o mundo pelos seus olhos OU ENTÃO pelas histórias dos outros…

Alguma dúvida sobre qual é a melhor escolha?!

Até a próxima!

Au Revoir, Ci vediamo, Hasta Luego, See you later, Até logo!

Michellândia

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