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We can do it! By Helena Rodrigues – FemiTaxi

Olá Desbravadores!

Os transportes exclusivos para o público feminino são uma boa opção para as mulheres que pretendem desbravar o Brasil, terceiro país mais inseguro para viajantes desacompanhadas, de acordo com o International Women’s Travel Center.

Entre as alternativas existentes no Brasil, o app FemiTaxi destaca-se com 2.000 mil motoristas e cerca de 50 mil usuárias nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Santos, Campinas e Goiânia.

A Helena Rodrigues, diretora de relacionamento do FemiTaxi, falou um pouquinho sobre a iniciativa e como essa auxilia no empreendedorismo feminino.

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Foto: Divulgação / FemiTaxi.

1. Como surgiu a ideia de criar um app especialmente para mulheres?

Há cerca de três anos, o CEO e idealizador do FemiTaxi começou a ouvir diversas reclamações de amigas que haviam passado por alguma situação de assédio dentro do transporte individual, desde olhares invasivos pelo retrovisor, pedidos de número do celular, perguntas sobre se tinham namorado, entre outras atitudes. Foi então que surgiu a ideia de criar um app que pudesse unir as motoristas mulheres com passageiras mulheres, com o objetivo de trazer mais segurança, conforto e tranquilidade para elas, uma vez que o assédio ainda é constante e, às vezes, apenas um olhar pelo retrovisor ou a necessidade de desviar da rota prevista já é o suficiente para despertar muito medo e insegurança nas passageiras.

2. Como foi a aceitação da plataforma e qual seu principal meio de divulgação?

A adesão tem sido bem forte. Somente no segundo semestre de 2017, devido aos casos de assédio – tanto a passageiras quanto a motoristas – tivemos um aumento de 200% no número de corridas e de 150% no cadastro de motoristas (entre taxistas e motoristas particulares).

Temos, em São Paulo, o serviço de crianças desacompanhadas, com o qual os pais podem pedir um carro para seus filhos – a partir de 7 anos – e acompanhar seu deslocamento ao vivo, pela web. Esse serviço registrou um aumento de 60% no último semestre de 2017. O principal meio de divulgação são as redes sociais.

3. Qual a importância de uma plataforma direcionada ao público feminino?

O FemiTaxi não tem a pretensão de acabar com o assédio, mas sim de proporcionar mais segurança para as mulheres, em um cenário onde a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. O FemiTaxi e apps similares não são uma solução a longo prazo, mas podem ser alternativas com um papel paliativo, principalmente quando casos como o da escritora Clara Averbuck – escritora que relatou ter sofrido assédio dentro do transporte individual, em agosto de 2017 – vêm à tona. Claro que o ideal seria que as mulheres não precisassem se isolar para se sentirem seguras, mas enquanto não existe segurança o suficiente para pedir um carro na rua durante a madrugada, o FemiTaxi é uma solução imediata para um problema urgente da nossa sociedade.

4. Qual a sua visão sobre os assédios vividos por mulheres nos meios de transporte?

Infelizmente, o assédio está presente diariamente e em todos os lugares, não apenas nos apps de carona, mas também – e principalmente – no transporte público. Essa é uma questão estrutural da sociedade e o único caminho possível para uma mudança real é investir em educação, com debates escolares sobre a identidade de gênero e a orientação sexual, por exemplo.

Em 2016, os registros de casos envolvendo assédio sexual tiveram um aumento de 20% na capital paulista. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o número de casos subiu de 240 para 288 entre janeiro e julho daquele ano, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

5. Qual a sua opinião sobre a cultura machista existente em nosso país?

O dia a dia das mulheres é cercado de cuidados e medidas de proteção, não apenas no transporte, mas também na rua, em casa e no trabalho.

É importante atentar para como o sistema – seja preventivo ou de acolhimento – ainda é muito falho e ineficaz. Prova disso é que apenas 10% do total de estupros são notificados. Ou seja, as mulheres sabem da ineficácia do sistema e acabam não formalizando a denúncia.

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Foto: Helana Rodrigues diretora de relacionamento do FemiTaxi.

6. Como a empresa auxilia no desenvolvimento do empreendedorismo das mulheres que optam pela plataforma como um meio de renda?

Buscamos oferecer o FemiTaxi, também, como uma forma de renda para as mulheres que estão desempregadas ou buscam complementar a renda familiar. Por isso, incentivamos as motoristas com a oferta de taxas convidativas e salários condizentes com a realidade do mercado.

7. Qual a faixa etária das mulheres que buscam a plataforma como meio de transporte?

Cerca de 40% do público do FemiTaxi é composto por clientes na faixa dos 18 aos 34 anos. Também atendemos muitas mulheres que vão para baladas ou shows de noite e se sentem inseguras ao pegar um táxi com motorista homem. Por isso, optam pelo FemiTaxi, que é uma forma delas se sentirem mais tranquilas e confortáveis durante a viagem.

8. Qual a cidade brasileira com maior busca pelo serviço?

Todas as cidades apresentam um grande número de adesão, tanto de motoristas como de usuárias. No entanto, São Paulo e Goiânia são as cidades com maior busca pelo app, desde o lançamento.

9. São realizadas campanhas de conscientização da importância da mulher no mercado de trabalho?

Realizamos diversas campanhas em datas comemorativas para reforçar a importância da mulher no mercado de trabalho. No mês do Dia Internacional da Mulher, por exemplo, trabalhamos diversas parcerias em eventos, distribuição de brindes de produtos de beleza para as usuárias e uma campanha em conjunto com a Bem Querer Mulher, voltada para a conscientização permanente do quanto precisamos intensificar o combate à violência sistemática praticadas contra as mulheres.

No ano passado, fizemos uma pesquisa com mais de 200 motoristas do app que revela que 47,9% destas profissionais já passaram por alguma situação de assédio. A pesquisa revela ainda que 75,1% das motoristas se sentem inseguras ao transportar um passageiro do sexo masculino durante a noite e 68,6% já recusaram corridas de homens por medo ou desconfiança.

Infelizmente, as motoristas também estão expostas ao assédio dos homens, assim como as passageiras. Assim, 93,5% das profissionais avaliam o FemiTaxi como uma forma mais segura de trabalhar, visto que apps com atendimento exclusivo para mulheres visam trazer maior conforto e segurança, tanto para as usuárias como para as taxistas.

10. Qual a mensagem da empresa para as mulheres nesse mês de especial dedicado a elas?

Gostaríamos de convidar todas as mulheres a conhecerem o FemiTaxi e se unirem conosco no combate à violência contra a mulher. Como já mencionado acima, o FemiTaxi e apps similares são soluções paliativas, mas muito bem-vindas neste momento em que vários casos de assédio no transporte público e individual têm vindo à tona. O ideal seria que as mulheres não precisassem se isolar para se sentirem seguras, mas enquanto não existe segurança suficiente para pedir um transporte na rua durante a madrugada, o FemiTaxi é uma solução imediata para um problema urgente da nossa sociedade: o machismo estrutural.

Muito obrigada a Helena Rodrigues por participar do especial, e a sua assessora Paola Cruvinel, por sua disponibilidade e atenção.

#naocausecomaminhacausa
Durante o mês de Março use #naocausecomaminhacausa em suas fotos, elas podem ser repostadas no nosso Instagram.

Meninas, não esqueçam de baixar o app. Meninos, mostrem essa iniciativa a sua mães, irmãs, filhas, sobrinha, amigas, namoradas, enfim, as mulheres que vocês amam e ajudem ao empreendedorismo feminino.

Au Revoir, Ciao, Hasta Luego, See you later, Até logo!

Michellândia

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