We Can do it! By Visceralistas

Olá Desbravadores,

Iniciando nosso especial pelo Mês das Mulheres, teremos as colunistas do blog Visceralistas, que toparam abraçar o projeto e nos dirão: Afinal, o que é ser mulher? Quais os desafios? Complexo, não? Veja o resultado:

#naocausecomaminhacausa
Durante o mês de Março use #naocausecomaminhacausa em suas fotos, elas podem ser repostadas no nosso Instagram.

Ariana Alves Magalhães

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Achei a pergunta sobre o que me desafia já um grande desafio. Daí pedi ajuda às amigas. Uma delas me disse que um grande desafio é identificar o quanto a cultura maltrata a mulher. Outra amiga disse que ser tratada com respeito no mundo do trabalho é seu maior desafio. Uma outra acha que o maior desafio é deixar de ser avaliada moralmente o tempo todo. Ultrapassar as exigências sociais, falar o que quer, estar com quem quiser, parir, deixar de sentir tanta dor, encontrar um amor. Daí lembrei do documentário da Laerte e de todos os desafios de transformar-se em uma mulher. No noves fora, tenho várias ideias para contos e crônicas.

Daniela Ahuil

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Cada mulher se constrói a partir de um texto original, escreve a si mesma em páginas inéditas ao longo de sua existência. O desafio sempre foi e sempre será reconhecer-se e ser reconhecida como protagonista de sua própria história, driblando estereótipos e definições objetificantes. Não há nada pronto, nenhum roteiro nem teoria que possa antecipar o que é uma mulher. E qualquer tentativa de definição será estreita e mutiladora. O que quer uma mulher? Bom, pergunte a ela.

 

Ju Taruga

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Ser mulher é saber que, do momento em que nascemos até a hora de morrer, nossos corpos serão violados (seja por um furo na orelha ou por um crime sexual), nossas vontades serão negligenciadas, nossas capacidades subestimadas e nossas decisões passarão por um escrutínio constante da sociedade. Muitas morreram e outras ainda vão morrer dentro desse sistema que nos enxerga como propriedade pública, como escravas, peças decorativas, vítimas. Mas tá tudo bem, porque dia 8 de março vamos receber parabéns e flores e isso é mais do que suficiente pra qualquer um abdicar alegremente da própria integridade. Ser mulher em si não é nada desafiador. O desafio, desafio mesmo, é querer ser tratada como gente quando se é mulher.

Larissa Ribeiro

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Das inúmeras teorias que poderia listar aqui, preferi associá-las às estações: nascemos verão, estimuladas (ou na teoria deveríamos!) a brincar e sonhar. Dos nossos sonhos mais doces surgirá a ideia de que a vida terá caminhos leves. No outono, as dificuldades são mais amenas, mas logo aparecem os efeitos do inverno: buscamos o reconhecimento e por vezes as cobranças sociais do mundo nos derrubam, gelam nossos pés e rostos e temos que procurar o aquecimento dentro de nós, em um lugar que nem sabíamos que existia. Sem lições prontas, nossas histórias são construídas em cima dos erros e acertos diários. E que bom que existe a primavera, não? As flores surgem, o sol volta a nascer e nela nos renovamos em esperança. Só cabe ressaltar que estes efeitos – diferente do planeta Terra, que leva 365 dias para completar todo o ciclo – nos rodeiam em meses, semanas, por vezes os experimentamos juntos em vinte e quatro horas. E mesmo assim sabemos que vale seguir no desafio.

Melissa Schaikoski

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O desafio de ser mulher é de todo ser humano: saber-se complexo, único e também comum e simples. É SER além de qualquer pré-definição de sexualidade, cor ou classe social. A partir do momento em que conseguimos chegar ao núcleo do que somos, o desafio passa a ser acreditar nisso e lidar com um mundo que julga, condena, classifica e nunca chega à verdade.

 

 

 

Milena Carvalho

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Ninguém que pensa em ser mãe se imagina mãe de adolescente ou adulto. Criar é fácil, difícil é educar. Como seria uma educação absolutamente feminista? Porque não é só prestar atenção na mulher, mas em todos os aspectos da sua existência. Na verdade, nem isso, é prestar atenção nas questões humanitárias. Homens e mulheres. Não consigo emoldurar uma teoria. Que coisa mais covarde ficar em cima do muro. Minha filha pode usar a roupa que quiser e isso não dá a homem nenhum o direito de dizer ou fazer qualquer coisa com ela. Mas não vou fazer da minha filha arma nem escudo. As ruas são cheias de intolerância, eu sei. E nenhuma guerra é pacífica. Não conheço um sírio que tem saudade de casa. E meus meninos? Protetores, defensores, homens fortes que têm a obrigação de cuidar. É sempre mais fácil repetir discursos prontos. É realmente fácil destruir uma sociedade inteira. Que tipo de mãe sou eu? (trecho do romance “Quem é essa mulher?”)

Au Revoir, Ciao, Hasta Luego, See you later, Até logo!

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