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11 de Setembro e as marcas nos viajantes

Olá desbravadores!

Se eu perguntar: O que você fazia no dia do ataque às torres do World Trade Center? Você saberia responder?

Provavelmente, para minha geração, esse tenha sido o primeiro contato com um atentado terrorista. A data de 11 de Setembro de 2001 tornou-se, para a grande maioria, um dia onde o terror ganhou. Eu, assim como muitos, me recordo perfeitamente onde estava ao ver aquelas cenas surreais de dois aviões atingindo as torres e todas as consequências desse dia.

Em 2012, visitei o que seriam as novas instalações do World Trade Center. Logo eu, uma pessoa de riso fácil e espontâneo, realizando o sonho de conhecer aquela cidade com a qual sempre tive uma forte ligação, não consegui sorrir nas fotos, sentindo-me abalada ao lembrar e imaginar o terror daquele fatídico e tragicamente célebre 11 de Setembro.

Atualmente, em pleno planejamento de mais uma viagem dos sonhos, me deparo com a tristeza de saber que meu país de destino sofreu um ataque terrorista: 17 de Agosto de 2017 em Barcelona.

Dois ataques, duas viagens, duas estratégias: atingir cidades com um volume grande de turistas, onde é possível matar um maior número de pessoas. Os atentados em La Ramba e World Trade Center despertaram nessa humilde viajante vários questionamentos, sendo o principal: Por que tanto ódio contra o diferente?

Acredito que não podemos classificar todos os que habitam o Ocidente como “capitalistas exterminadores selvagens”, assim como nem todo muçulmano é um “terrorista em formação”. Percebo que sair de nossas bolhas, respeitar as diferenças e praticar o amor ao próximo em primeiro lugar (a primeira lição que viajar me ensinou) passa a ser uma necessidade.

Existe, para meu total espanto, um mapa interativo do terrorismo. Para que tenhamos ideia, em 2017 já somamos 918 ataques com 5.239 mortes em seu total. São 5.239 crianças, homens e mulheres que tiveram suas vidas interrompidas pela intolerância e fanatismo. E quando falo em intolerância, não se restringe apenas ao extremo do terrorismo: está no feminicídio estampado no jornal da sua cidade, na homofobia transmitida na TV ou na xenofobia vivida no cotidiano. Sinto que se nossa visão de mundo não mudar, acabaremos com a humanidade.

 

Quando digo que viajar me fez sair da minha bolha, respeitar o próximo, me transformando em uma pessoa mais agradecida e menos descrente na humanidade, não significa que você só será uma pessoa melhor se viajar. Significa que ao ver o diferente, aquilo que sai da minha zona de conforto, percebi que o mundo é maior que meu umbigo, que vai muito além do meu cotidiano.

Somos todos indivíduos diferentes, cada um com suas peculiaridades, que nos tornam únicos. Por que não valorizar e respeitar essas diferenças em vez de querer unificar todos em uma pretensa “raça pura”? (lembre-se de Hitler e todo o terror que a filosofia desse homem representa)

Vamos propagar a solidariedade aos que sofrem nesses momentos de profunda tristeza. E minha viagem? Segue firme e forte em seu planejamento, porque não podemos parar diante do terror, senão ele vence.

 

Au Revoir, Ciao, Hasta Luego, See you later, Até logo!

Michellândia

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